terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O ESTUDO DA TOPONÍMIA
(notas metodológicas)
Na leitura dos topónimos, embora tendo sempre em conta o quanto fogem à fixação as explicações propostas para a etimologia de um nome, devemos ter sempre em conta alguns princípios metodológicos básicos que reduzam o perigo de cairmos em fantasias ou disparates.
Em primeiro lugar, devemos ter consciência do carácter objectivo da designação toponímica. Nesse sentido, é importante ter em conta os princípios defendidos por Álvaro Galmés de Fuentes:
“[…] al analizar y estudiar la etimologia de cualquier topónimo hemos de tener en cuenta el hecho de la racionalidad inicial de su nomenclatura. […] creo que el hablante, creador de la toponímia, es mucho más racional de lo que parece deducirse de las explicaciones de algunos etimólogos, y así lo mismo que llama al pan, pan, y al vino, vino, al monte le llama monte, y a la peña, peña, y al valle, valle, y al llano, llano, y al río, río, etc. Ahora bien, para distinguir entre varios montes o varias peñas, puden éstos recibir adjetivaciones complementarias, pero siempre haciendo referencia a sus cualidades físicas reales […].” (Fuentes, 1992: 313)
É crucial ter em conta também a opinião de Galmés Fuentes no que respeita às transformações sofridas pelos nomes de lugar ao longo de séculos ou (frequentemente) de milénios:
“[…] los topónimos, en su evolución o por el desuso de la lengua que les dio origen, pueden hacerse opacos, y es entonces cuando tiene lugar la reinterpretación, operada en la conciencia lingüistica del hablante, que tiende a reagrupar formas etimológicamente oscuras com raices conocidas de aspecto semejante […]” (idem)
Nesta evolução, concordo com o papel interpretativo (e erosivo) das classes cultas, onde se incluem, numa fase tardia, muitos etimólogos:
“[…] No es normalmente el pueblo quien más interviene en estas reinterpretaciones asociativas; con frecuencia son las personas cultas, y aun los mismos especialistas del lenguaje, a quienes corresponde mayor participación en ellas. […] / Con respecto a la toponimia quienes más han intervenido, sin duda, en su alteración han sido precisamente los profesionales encargados de registrar los topónimos o de consignarlos en escrituras. Me refiero, naturalmente, a los secretarios de ayuntamiento, a los registradores, a los escribanos o a los notarios. Éstos, con frecuencia foráneos y desconecedores de las peculiaridades lingüisticas del lugar, son los grandes artífices de llamativas asociaciones etimológicas. […]” (idem)
É nossa convicção que a toponímia, apesar de muitas vezes só poder ser conhecida através de documentos escritos mais ou menos recentes, é uma manifestação da linguagem oral dos grupos humanos que ocupam e observam (ou ocuparam e observaram) um determinado lugar. Daí que muitas designações – embora as suas primeiras atestações escritas datem apenas do século XIX ou já da centúria anterior à nossa – sejam de facto muito antigas, várias vezes fósseis de línguas ancestrais.
Sendo racionais e distintivos, os topónimos nunca poderão entretanto ser entendidos sem o contexto em que se inserem ou inseriram. A nomeação de um lugar nunca pode separar-se da sua geografia, da sua história e da sua mitologia. Embora nem todos os nomes vejam o(s) seu(s) significado(s) apoiado(s) em múltiplas referências contextuais, parece-me imprescindível trabalhar nesta base metodológica, que não dispensa o conhecimento integrado da cultura local nas suas várias dimensões. Por isto nos parece muito mais correcto estudar a toponímia com base num método etnológico do que num método positivista, seja ele “histórico” (que apenas tem em conta as atestações escritas, sem as discutir ou criticar, frequentemente) ou “filológico” (que apenas interpreta os nomes com base numa sua suposta etimologia, muitas vezes desenraizada).
Na senda de alguns autores estrangeiros, quem em Portugal mais se tem preocupado com o desenvolvimento e aplicação desse “método etnológico” tem sido Moisés Espírito Santo. Dele nos socorremos para a definição do modo de trabalho:
“[…] É um método de terreno. Consiste em descobrir a significação do nome a partir do seu envolvimento geográfico e da sua relação com os nomes/sítios vizinhos. Parte-se do princípio da objectividade do nome. Isto é, a nomeação era a objectivação ou singularização do local. Os nomes significavam qualquer coisa que existia ou se fazia no local; não eram poéticos nem postos ao acaso das aparências. Significavam o que lá existia ou se fazia: ‘fonte’, ‘encosta’, ‘rio’, ‘porto’, ‘mina’, ‘palácio’, ‘santuário’, ‘feira’… As populações viviam em autarcia. Esses sítios/nomes não necessitavam de outros atributos, uma vez que as populações que os nomearam eram isoladas e podiam não conhecer mais nenhum sítio com esse nome. […] / […] O método etnológico exige, portanto, a observação do terreno ou, pelo menos, o uso duma cartografia minuciosa e alguma informação etnológica sobre os sítios. […]” (Espírito Santo, 2004: 351-352).
Segundo o autor de A Religião Popular Portuguesa, esta prática metodológica tem aplicação mais pormenorizada através do chamado “método dos sistemas”, proposto em 1927 por Victor Berard como forma de estudo da toponímia fenícia do Mediterrâneo, presente na Odisseia de Homero. A interpretação do nome deve então submeter-se à passagem por três sistemas, em simultâneo (cf. Espírito Santo, 2004: 352):
1. “sistema verbal” (correspondência fonética, de acordo com as regras da linguística);
2. “sistema local ou geográfico” (o topónimo deve fazer referência a acidentes naturais do relevo, do sistema hidrológico, etc.);
3. “sistema histórico ou lendário” (devem existir referências históricas ou lendárias relacionadas com o sítio).
Moisés Espírito Santo aperfeiçoou entretanto este método, aprofundando-o de maneira a acrescentar-lhe fiabilidade e a permitir o estudo de alguns topónimos que lhe fugiam, por se referirem “a uma qualquer actividade social, religiosa, etc., sem relação com a geografia, e sem ter deixado rastos históricos ou mitológicos”. Acrescentou-lhe assim a regra da “constelação dos nomes”:
“[…] tendo em conta o ‘sistema verbal’ (a evolução da palavra segundo as regras linguísticas), a significação de um nome estará garantida quando ela tiver relação com a significação dos nomes em volta: o nome vizinho pode ser um sinónimo ou uma tradução noutra língua […]. Pode o nome estar numa relação de complementaridade com os vizinhos […]. Esta regra da constelação pode testar-se, comparando com os nomes idênticos doutras regiões, porque os topónimos […] são repetitivos e, observando bem, podem organizar-se por constelações de nomes.” (Espírito Santo, 2004: 352)
Segundo o mesmo autor, há no entanto um cuidado a ter:
“[…] da actual coincidência de dois nomes em regiões diferentes não se deduz, automaticamente, que ambos tenham tido a mesma origem no passado. Com origens verbais diferentes, podem ter evoluído foneticamente para o mesmo nome, nomeadamente pela força da escrita e dos registos. Há que interpretá-los dentro dos respectivos contextos.” (idem)
2.
À semelhança do que acontece na chamada “toponímia rural”, até meados do século XIX a toponímia urbana era também meramente funcional. Ninguém se preocupava, como hoje, em impor os seus valores ou ideais políticos, tornando a designação do espaço uma “simples convenção [resultante] de cíclicas ondas comemorativas que espalharam por todas as vilas e cidades portuguesas nomes e datas que o correr do tempo tem esvaziado de sentido” (Andrade, 1993: 123), chegando a apagar oficialmente nomenclaturas antigas, sem olhar ao risco de apagamento de uma parte significativa da memória colectiva.
A toponímia antiga, fosse rural ou urbana, partia do conhecimento profundo dos lugares, nascendo da observação cuidada e experimentada para a nomeação dos múltiplos espaços da localidade e sua envolvência. Não eram portanto necessárias quaisquer placas de identificação ou outros elementos oficializando e fixando a designação, como acontece nos nossos dias. Bastava o conhecimento empírico e a transmissão oral, sendo a oficialização (sempre relativa e provisória, coexistindo por vezes várias designações atribuídas ao mesmo local) apenas um modo de consagrar (interpretando, frequentemente mal, a oralidade) nos documentos escritos (alvarás, escrituras, tombos, registos paroquiais e outros) aquilo que já corria na voz dos habitantes desses lugares há vários séculos ou milénios.
Está mais ou menos estabelecida a ideia de que o processo de atribuição de topónimos por decisão oficial se terá iniciado em meados do século XIX com a Regeneração (embora ainda no Antigo Regime, a partir do governo do Marquês de Pombal, se verifiquem episódios pontuais com uma atitude semelhante perante a nomeação do espaço). Esta estratégia tem visado sobretudo objectivos doutrinários, de forma a levar as populações a assumirem como seus os valores dos sucessivos regimes políticos – embora com resultados práticos muito débeis, perante uma memória colectiva secular ou milenar que, na grande maioria dos casos, teima manter em uso os nomes antigos, desprezando ou esquecendo os oficiais (cf. Ventura, 2002: 416). Paralelamente, a nomeação oficial tem visado ainda a valoração pública de personalidades dos domínios político ou social, ora consagrando figuras locais ora homenageando actores nacionais – que o tempo, muitas vezes, se encarrega de mergulhar (justa ou injustamente) no esquecimento.
(notas metodológicas)
Na leitura dos topónimos, embora tendo sempre em conta o quanto fogem à fixação as explicações propostas para a etimologia de um nome, devemos ter sempre em conta alguns princípios metodológicos básicos que reduzam o perigo de cairmos em fantasias ou disparates.
Em primeiro lugar, devemos ter consciência do carácter objectivo da designação toponímica. Nesse sentido, é importante ter em conta os princípios defendidos por Álvaro Galmés de Fuentes:
“[…] al analizar y estudiar la etimologia de cualquier topónimo hemos de tener en cuenta el hecho de la racionalidad inicial de su nomenclatura. […] creo que el hablante, creador de la toponímia, es mucho más racional de lo que parece deducirse de las explicaciones de algunos etimólogos, y así lo mismo que llama al pan, pan, y al vino, vino, al monte le llama monte, y a la peña, peña, y al valle, valle, y al llano, llano, y al río, río, etc. Ahora bien, para distinguir entre varios montes o varias peñas, puden éstos recibir adjetivaciones complementarias, pero siempre haciendo referencia a sus cualidades físicas reales […].” (Fuentes, 1992: 313)
É crucial ter em conta também a opinião de Galmés Fuentes no que respeita às transformações sofridas pelos nomes de lugar ao longo de séculos ou (frequentemente) de milénios:
“[…] los topónimos, en su evolución o por el desuso de la lengua que les dio origen, pueden hacerse opacos, y es entonces cuando tiene lugar la reinterpretación, operada en la conciencia lingüistica del hablante, que tiende a reagrupar formas etimológicamente oscuras com raices conocidas de aspecto semejante […]” (idem)
Nesta evolução, concordo com o papel interpretativo (e erosivo) das classes cultas, onde se incluem, numa fase tardia, muitos etimólogos:
“[…] No es normalmente el pueblo quien más interviene en estas reinterpretaciones asociativas; con frecuencia son las personas cultas, y aun los mismos especialistas del lenguaje, a quienes corresponde mayor participación en ellas. […] / Con respecto a la toponimia quienes más han intervenido, sin duda, en su alteración han sido precisamente los profesionales encargados de registrar los topónimos o de consignarlos en escrituras. Me refiero, naturalmente, a los secretarios de ayuntamiento, a los registradores, a los escribanos o a los notarios. Éstos, con frecuencia foráneos y desconecedores de las peculiaridades lingüisticas del lugar, son los grandes artífices de llamativas asociaciones etimológicas. […]” (idem)
É nossa convicção que a toponímia, apesar de muitas vezes só poder ser conhecida através de documentos escritos mais ou menos recentes, é uma manifestação da linguagem oral dos grupos humanos que ocupam e observam (ou ocuparam e observaram) um determinado lugar. Daí que muitas designações – embora as suas primeiras atestações escritas datem apenas do século XIX ou já da centúria anterior à nossa – sejam de facto muito antigas, várias vezes fósseis de línguas ancestrais.
Sendo racionais e distintivos, os topónimos nunca poderão entretanto ser entendidos sem o contexto em que se inserem ou inseriram. A nomeação de um lugar nunca pode separar-se da sua geografia, da sua história e da sua mitologia. Embora nem todos os nomes vejam o(s) seu(s) significado(s) apoiado(s) em múltiplas referências contextuais, parece-me imprescindível trabalhar nesta base metodológica, que não dispensa o conhecimento integrado da cultura local nas suas várias dimensões. Por isto nos parece muito mais correcto estudar a toponímia com base num método etnológico do que num método positivista, seja ele “histórico” (que apenas tem em conta as atestações escritas, sem as discutir ou criticar, frequentemente) ou “filológico” (que apenas interpreta os nomes com base numa sua suposta etimologia, muitas vezes desenraizada).
Na senda de alguns autores estrangeiros, quem em Portugal mais se tem preocupado com o desenvolvimento e aplicação desse “método etnológico” tem sido Moisés Espírito Santo. Dele nos socorremos para a definição do modo de trabalho:
“[…] É um método de terreno. Consiste em descobrir a significação do nome a partir do seu envolvimento geográfico e da sua relação com os nomes/sítios vizinhos. Parte-se do princípio da objectividade do nome. Isto é, a nomeação era a objectivação ou singularização do local. Os nomes significavam qualquer coisa que existia ou se fazia no local; não eram poéticos nem postos ao acaso das aparências. Significavam o que lá existia ou se fazia: ‘fonte’, ‘encosta’, ‘rio’, ‘porto’, ‘mina’, ‘palácio’, ‘santuário’, ‘feira’… As populações viviam em autarcia. Esses sítios/nomes não necessitavam de outros atributos, uma vez que as populações que os nomearam eram isoladas e podiam não conhecer mais nenhum sítio com esse nome. […] / […] O método etnológico exige, portanto, a observação do terreno ou, pelo menos, o uso duma cartografia minuciosa e alguma informação etnológica sobre os sítios. […]” (Espírito Santo, 2004: 351-352).
Segundo o autor de A Religião Popular Portuguesa, esta prática metodológica tem aplicação mais pormenorizada através do chamado “método dos sistemas”, proposto em 1927 por Victor Berard como forma de estudo da toponímia fenícia do Mediterrâneo, presente na Odisseia de Homero. A interpretação do nome deve então submeter-se à passagem por três sistemas, em simultâneo (cf. Espírito Santo, 2004: 352):
1. “sistema verbal” (correspondência fonética, de acordo com as regras da linguística);
2. “sistema local ou geográfico” (o topónimo deve fazer referência a acidentes naturais do relevo, do sistema hidrológico, etc.);
3. “sistema histórico ou lendário” (devem existir referências históricas ou lendárias relacionadas com o sítio).
Moisés Espírito Santo aperfeiçoou entretanto este método, aprofundando-o de maneira a acrescentar-lhe fiabilidade e a permitir o estudo de alguns topónimos que lhe fugiam, por se referirem “a uma qualquer actividade social, religiosa, etc., sem relação com a geografia, e sem ter deixado rastos históricos ou mitológicos”. Acrescentou-lhe assim a regra da “constelação dos nomes”:
“[…] tendo em conta o ‘sistema verbal’ (a evolução da palavra segundo as regras linguísticas), a significação de um nome estará garantida quando ela tiver relação com a significação dos nomes em volta: o nome vizinho pode ser um sinónimo ou uma tradução noutra língua […]. Pode o nome estar numa relação de complementaridade com os vizinhos […]. Esta regra da constelação pode testar-se, comparando com os nomes idênticos doutras regiões, porque os topónimos […] são repetitivos e, observando bem, podem organizar-se por constelações de nomes.” (Espírito Santo, 2004: 352)
Segundo o mesmo autor, há no entanto um cuidado a ter:
“[…] da actual coincidência de dois nomes em regiões diferentes não se deduz, automaticamente, que ambos tenham tido a mesma origem no passado. Com origens verbais diferentes, podem ter evoluído foneticamente para o mesmo nome, nomeadamente pela força da escrita e dos registos. Há que interpretá-los dentro dos respectivos contextos.” (idem)
2.
À semelhança do que acontece na chamada “toponímia rural”, até meados do século XIX a toponímia urbana era também meramente funcional. Ninguém se preocupava, como hoje, em impor os seus valores ou ideais políticos, tornando a designação do espaço uma “simples convenção [resultante] de cíclicas ondas comemorativas que espalharam por todas as vilas e cidades portuguesas nomes e datas que o correr do tempo tem esvaziado de sentido” (Andrade, 1993: 123), chegando a apagar oficialmente nomenclaturas antigas, sem olhar ao risco de apagamento de uma parte significativa da memória colectiva.
A toponímia antiga, fosse rural ou urbana, partia do conhecimento profundo dos lugares, nascendo da observação cuidada e experimentada para a nomeação dos múltiplos espaços da localidade e sua envolvência. Não eram portanto necessárias quaisquer placas de identificação ou outros elementos oficializando e fixando a designação, como acontece nos nossos dias. Bastava o conhecimento empírico e a transmissão oral, sendo a oficialização (sempre relativa e provisória, coexistindo por vezes várias designações atribuídas ao mesmo local) apenas um modo de consagrar (interpretando, frequentemente mal, a oralidade) nos documentos escritos (alvarás, escrituras, tombos, registos paroquiais e outros) aquilo que já corria na voz dos habitantes desses lugares há vários séculos ou milénios.
Está mais ou menos estabelecida a ideia de que o processo de atribuição de topónimos por decisão oficial se terá iniciado em meados do século XIX com a Regeneração (embora ainda no Antigo Regime, a partir do governo do Marquês de Pombal, se verifiquem episódios pontuais com uma atitude semelhante perante a nomeação do espaço). Esta estratégia tem visado sobretudo objectivos doutrinários, de forma a levar as populações a assumirem como seus os valores dos sucessivos regimes políticos – embora com resultados práticos muito débeis, perante uma memória colectiva secular ou milenar que, na grande maioria dos casos, teima manter em uso os nomes antigos, desprezando ou esquecendo os oficiais (cf. Ventura, 2002: 416). Paralelamente, a nomeação oficial tem visado ainda a valoração pública de personalidades dos domínios político ou social, ora consagrando figuras locais ora homenageando actores nacionais – que o tempo, muitas vezes, se encarrega de mergulhar (justa ou injustamente) no esquecimento.
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Património Religioso
- Alminhas da Outra Rua (Carreiras, Portalegre)
- Capela de Nossa Senhora das Dores (Reguengo, Portalegre)
- Capela de Nossa Senhora de Belém (Covas de Belém, Portalegre)
- Capela de São Bento (Quinta de São Bento, Ribeira de Nisa, Portalegre)
- Capela ou oratório de Nossa Senhora das Calçadas (Monte de Santo António, Portalegre)
- Capelas de São Bento e do Senhor da Forca (Portalegre)
- Convento de Santa Clara (Portalegre)
- Cruzeiros (fotografias)
- Igreja de S. João Baptista (Alegrete)
- Igreja de S. Tomé (Monte da Penha, Portalegre)
- Igreja de Sant' Iago Menor (Santiago de Caiola, Portalegre)
- Igreja de Santa Maria ou de Santa Ana (Alegrete)
- Igreja de Santo André (Portalegre)
- Igreja de Sta. Maria a Grande (Portalegre)
- Igreja de Sta. Maria Madalena (Portalegre)
- Igreja de São Bartolomeu (Portalegre)
- Igreja de São Lourencinho (Portalegre)
- Igreja de São Mateus (Portalegre)
- Igreja de São Paulo (Serra de São Paulo, Castelo de Vide)
- Igreja de São Pedro (Alegrete)
- Igreja de São Sebastião (Carreiras, Portalegre)
- Igreja e convento de Sta. Clara (Portalegre)
- Mosteiro da Provença de Vale de Flores (Ribeira de Nisa)
- Mosteiro de São Mamede (Reguengo, Portalegre)
- O Menino Jesus das Carreiras
- Património religioso do concelho de Portalegre (inventário)
- Pintura mural (fotografias)
- Pinturas murais da Matriz de Arronches (artigo de Patrícia Monteiro e Maria João Cruz)
- Retábulos (fotografias)
- Santo António na região de Portalegre
Património Militar
Património Civil
- Chaminés tradicionais (Carreiras, Portalegre)
- Habitação na Outra Rua (Carreiras, Portalegre)
- Habitação tradicional da Serra de São Mamede
- Habitação tradicional em Calçadinha (Carreiras, Portalegre)
- Habitação tradicional em Pomares (Carreiras, Portalegre)
- Herdade de João Martins (Carreiras, Portalegre)
- Monte da Gente (Carreiras, Portalegre)
- Torres senhoriais da freguesia de Carreiras (Portalegre)
Cancioneiro
Lendas e outras narrativas
- Lenda da construção do castelo de Marvão
- Lenda da Cova da Moura (Porto da Espada, Marvão)
- Lenda da Escusa (Marvão)
- Lenda da Fonte do Capitão (Ribeira de Nisa)
- Lenda da Fonte do Martinho (Castelo de Vide)
- Lenda da Fonte dos Cães (Castelo de Vide)
- Lenda da fundação de Carreiras
- Lenda da fundação de Portalegre
- Lenda da herdade da Cabaça (Portalegre)
- Lenda da igreja de São Sebastião (Carreiras)
- Lenda da imagem de Nossa Senhora da Estrela (Marvão)
- Lenda da imagem de S. Pedro (Alegrete)
- Lenda da imagem do Mártir Santo (Carreiras)
- Lenda da Maia (Portalegre)
- Lenda da Moura do Reguengo
- Lenda da moura dos Fortios
- Lenda da Pedra da Moura (Caia, Urra)
- Lenda da ponte da Portagem (Marvão)
- Lenda da serra da Penha (Portalegre)
- Lenda da Serra de Frei Álvaro
- Lenda da Serra de Matamores (Fortios)
- Lenda das santas da Aramenha (Marvão)
- Lenda de Marvão
- Lenda de Nossa Senhora da Alegria (Alegrete)
- Lenda de Nossa Senhora da Penha (Castelo de Vide)
- Lenda de Nossa Senhora da Penha (Portalegre)
- Lenda do ataque dos mouros a Marvão
- Lenda do castelo de Carreiras (Portalegre)
- Lenda do Mártir Santo (Fortios)
- Lenda do Porto da Espada (Marvão)
- Lenda do poço sem fundo do castelo de Marvão
- Lenda do rio Sever
- Lenda do tesouro da igreja de São Domingos (Fortios)
- Lenda do tesouro da Serra de São Mamede
- Lendas da Provença (Ribeira de Nisa)
Orações e outros textos religiosos
Romanceiro Tradicional
Romanceiro Religioso
Romanceiro Vulgar
- A sala do meu recreio
- Despique entre dois pretendentes
- Despique entre marido e mulher (1)
- Despique entre marido e mulher (2)
- Diálogo entre dois jovens na colha da azeitona
- Joaninha e o estudante
- Jovem enganada pelo namorado suicida-se ("A costureira")
- Jovem espera pelo namorado que morreu na guerra
- Jovem parte para a tropa nos Açores
- Jovem põe namorada à prova
- Jovem seduzida convence namorado a casar
- Jovem seduzida é desprezada pelo pretendente
- João Silva da Costa
- Juramento amoroso
- Maria Fernandes Pereira
- Mariquinhas
- O patrão e a criada
- Soldado esquecido pela noiva expõe-se à morte na batalha
- Vida de soldado
Toponímia e outros vocábulos
O Norte Alentejano na Literatura
Outros patrimónios materiais
Documentos
- Carreiras (Portalegre), alguns topónimos
- Carreiras (Portalegre), outros topónimos
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (1)
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (2)
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (3)
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (4)
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (5)
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (6)
- Censos 2011 (Portalegre)
- Da realidade quotidiana (Avelino Bento / Nicolau Saião)
- Fanal, memória dum suplemento cultural no Alentejo
- História da freguesia de São Simão da Serra (Nisa) (J. D. Murta)
- Ibn Maruán (on line)
- Igreja da Senhora da Penha (Castelo de Vide) (Tarsício Alves)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (1)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (2)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (3)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (4)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (5)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (6)
- Memórias paroquiais de Castelo de vide (7)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (8)
- Normas para a defesa do património diocesano
- Portalegre vista por D. Antonino Dias
- Primeira República em Carreiras (Portalegre)
- Raízes indoeuropeias
- Raízes semitas
- Sobre a Ordem Terceira da Penitência de Portalegre (artigo de Fernando Correia Pina)
- Sobre as lendas religiosas (in INVENIRE nº 2, 2011)
- Sobre as origens de Santo António das Areias (Jorge de Oliveira)
- Sobre o hidrónimo "Xévora"
- Sobre o topónimo "Ammaia"
- Sobre o topónimo "Carreiras" (Maria Guadalupe Alexandre)
- Sobre o topónimo "Larou"
- Sobre os nomes "Urraca" e "Urra"
- Toponímia moçárabe
- Topónimos derivados de "burj"
- Topónimos derivados de AGER ou AGGER
- Topónimos derivados de KAR
Opiniões
- A arquitectura e o seu uso
- Aclarar a memória [s/ livro de Bonifácio Bernardo]
- Humilhar José Duro, exaltar D. João III
- Portalegre, alguns exemplos
- Ressurreição? [s/ nº 15 d' A Cidade]
- Um amigo e uma exposição [s/ pintura de João Salvador Martins]
- Um comércio moribundo
- Um exemplo discreto [s/ João Ribeirinho Leal]
- Um livro humilde e rigoroso [s/ livro de Rosário Salema de Carvalho]
Outras páginas de Ruy Ventura:
CARTA ABERTA A JOÃO MIGUEL TAVARES Caro João Miguel, Tomo a liberdade de tratar-te por tu. Somos afinal conterrâneos, apesar de ...
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Lenda da Serra da Penha (Portalegre) 1 Versão de Portalegre, recolhida (em 1984) e publicada por Maria Tavares Transmontano (1997) – ...
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Angelina gloriosa 1 Versão de Carreiras (Portalegre), recitada por Ana Fernandes Martins (1913-1997) e recolhida por Maria da Liberda...
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VOCABULÁRIO USADO NA FREGUESIA DE CARREIRAS (Serra de São Mamede, Alentejo) Tenho consciência de que ao publicar este vocabulário estou ...









