terça-feira, 27 de novembro de 2007
Versão de Carvalhal, freguesia do Salvador da Aramenha (concelho de Marvão), recitada por Maria Josefa Baptista, nascida em 1919. Recolhida por Ruy Ventura em 31.03.2001.
"Adeus minha querida mãe, vou seguir o meu caminho,
Agora desprezado, já não tenho os seus carinhos.
Adeus rapazes amigos, que eu os vou abraçar,
Lembrem-se do infeliz que vai para melitar."
(A tropa era muito ruim...)
Assim qu' ò quartel cheguei, à secretaria fui chamado.
"Diga lá como se chama e im que terra foi criado."
Derim-me então um papel e eu fui ver o que dezia.
"Soldado número doze da segunda bataria."
"Agora vais ser soldado, paisana já o não és.
(Enganei-me...)
Ó primeiro sargento eu me fui apresentar.
Mandou-me tomar um banho e o meu cabelo cortar.
Eu fui a tomar um banho numa água muito fria.
Cortaram-me o meu cabelo, perdi a minha alegria.
"Agora vais ser soldado, paisano já o não és.
Vais a ser demudado da cabeça até aos pés.
Toma lá a tua roupa, a camisa veste já.
Veste também as calças e as botas estão acolá.
Veste o teu colete e veste o casacão
E veste também o capote e aperta o cinturão.
Agora já és soldado, esquecido da paisana,
Vai dezêr ao quartelêro que te dê a roupa da cama."
Eu subi mais uma escada um pouco atrapalhado.
Cheguei à porta, parei: "Dá licença senhor cabo?"
"O que é que tu queres?" - De má modo me falou.
"Venho buscar roupa da cama, o meu primeiro mandou."
"Toma lá a tua roupa, dois lençóis e duas mantas,
Vai fazer a tua cama na caserna número tantas."
(Não diz o número.)
Fui fazer a minha cama junto dos meus companheiros.
Não conhecia nenhuns, pareciam-me todos estrangeiros.
Quando foi no outro dia, tocou logo a alvorada.
"Põe-te de pé ó galucho, se não levas cinturada!"
E eu pus-me logo de pé, o meu café fui tomar
E no fim disto tudo, a instrução fui começar.
Depois da tropa acabada, dei a vida aborrecida.
"Ó meus belos camaradas, vou a dar a despedida.
Adeus rapazes amigos dum posto igual a mim,
Adeus amigo rancheiro, adeus amigo clarim.
Adeus ó fonte da estrada, onde eu água fui beber.
Adeus muéres e cavalos, nunca mais os quero ver.
Adeus senhor comandante, ó meu tenente-coronel,
Adeus ó meu aspirante, nunca mais volto ao quartel."
(Aprendi muito nova, mas nunca me esqueci por causa dos meus irmãos.)
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
OS TEUS VERSOS
(a José Duro)
Os versos que escreveste
Foram poucos
Mas vestiam de negro
Já era o luto
Que por ti punha
A força do poema.
Dizer aqui teu nome
Pouco importa.
Mas se tão cedo
Entregaste a vida à morte
E a morte conheceste
E a cantaste
És mais do que um poeta
E és mais forte.
Porque soubeste cantar
A própria morte
E foram versos
O pranto que choraste.
Do livro “A Palavra Nua”
terça-feira, 20 de novembro de 2007

segundo Maria Guadalupe
Eis-me aqui ainda com a capacidade de me deslumbrar perante as coisas simples, o apego, a leitura de paisagens, a sede da essência dos lugares e o sabor do Humanismo que caracterizou a minha geração.
Sinto também a necessidade de partilhar conhecimentos, de aprender e de ensinar, de valorizar personalidades.Viver numa aldeia implica, necessariamente, conhecer o pulsar da comunidade mas pode começar-se pela meditação. Depois de enchermos os olhos de beleza, podemos fechá-los e encarar o universo das interrogações. Procurar descobrir, entender, explicar, interiorizar e amar são marcos de um caminho que me proponho percorrer com todos os leitores, especialmente com os carreirenses.
Vamos lembrar a localização da "aldeia-presépio" para considerarmos dois aspectos que me parecem interessantes. O primeiro diz respeito ao facto da circunscrição se estender por encostas e vales da Região de São Mamede, entalada entre dois concelhos com riqueza histórica - o de Castelo de Vide e o de Marvão. O segundo refere-se à localização da parte urbana, empoleirada num contraforte, espécie de ponta nordestina do Concelho de Portalegre.
Tal situação, agravada pela falta de estradas que se fez sentir até meados do século XX, favorecida, por outro lado, pelas raízes históricas, fez com que os citados concelhos se constituíssem, tal como o de Portalegre, pólos de atracção da comunidade carreirense.
Disso são testemunhos os mercados-francos de Castelo de Vide, bem como a influência do pensamento político, especialmente no início do século passado, a tradição das "rijas bailaradas" no termo de Marvão, a fama da Taberna do Ânjaro (Ângelo) nos Alvarrões e as Veredas de contrabando.
Naturalmente houve casamentos (vários, entre os meus antepassados), estreitaram-se laços de parentesco e a ligação cultural manteve-se até os nossos dias.
Como acontece com todas as freguesias portuguesas, a de Carreiras foi antes a Paróquia de São Sebastião. O termo paróquia significa "congregação de fregueses", entendendo-se por fregueses os filhos da igreja.
São, as paróquias circunscrições antiquíssimas, reflexos de um certo "ordenamento do território" levado a cabo pela Igreja Católica na Europa do século IV, ao sentir necessidade de dividir as dioceses que se tinham estruturado no século II. As paróquias, raízes das actuais freguesias, têm 1600 anos!
Não acreditamos que a de Carreiras seja tão antiga... Mas... que existia nesta região há 16 séculos? Tentaremos responder na próxima semana.
Bibliografia
1. "Civilização Cristã"- Dicionário Temático Larousse (Círculo de Leitores)
2. "Diciona'rio Ilustrado da História de Portugal"- Publicações Alfa
3. Machado, José Pedro- "Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa
4. Informações Especiais de Maria F. Tavares Transmontano
*
Situava-se na província da Lusitânia que tinha como capital Mérida (Emérita).
A sua municipalização "deve ter ocorrido no século I e controlava um território vasto em parte coincidente com o distrito de Portalegre".
Dos quatro eixos viários da cidade, um seguia para Sul, utilizando a ponte da Madalena, passando pelos carris, "local onde foi detectado um vestígio do empedrado da calçada", continuava pelos Alvarrões e descia para o lado da Ribeira de Nisa, contornando o Cabeço do Mouro, até Portalegre donde se estendia até Mérida.
Esta via passava , como agora passa a estrada nacional nº 359, a escassos quilómetros do contraforte sobre o qual se situa a aldeia de Carreiras.
Até ao momento presente desconhecemos a existência de qualquer achado arqueológico desta época no território da freguesia e por isso só a proximidade dum núcleo populacional e administrativo importante nos leva a admitir que o "sítio" pudesse ser habitado.
Não esquecemos que, em 1911, foi encontrada em Fortios uma estela funerária romana que depois de permanecer no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, infelizmente desapareceu. Fora colocada na sepultura de um menino de 3 anos de idade, liberto (filho de escravos) e nela se podia ler a expressão - que a terra te seja leve.
Ora esta aldeia do concelho de Portalegre fica bem mais distante de Ammaia que a de Carreiras e nesta última a citada expressão latina e habitualmente usada como traduzindo um desejo de grande repouso para quem morrer.
Poderia ter existido no "sítio" da "Aldeia Presépio" um pequeno aglomerado populacional, então denominado VICUS.
O que é certo é que o respeito dos velhos carreirenses, pelo fogo da lareira está relacionado com o culto doméstico da população romana.
Disso falaremos no próximo número.
Bibliografia
IBN MARUAN nº 12 - 2002
Borges, Sofia: A Cidade Romana de Ammaia - As Termas do Fórum - (Notícia Preliminar); Carneiro, André: O Fim do Império e a Cristianização no território da CIVITAS AMMAIENSIS - Mudança e Continuidade no Concelho de Fronteira; Carvalho, Joaquim: Ammaia e a sua RedeViária - Algumas propostas de trabalh; Mantas, Vasco GIL: - Libertos e Escravos na Cidade - Luso-Romana de Ammaia; Pereira, Sérgio: Dois Depósitos Monetários encontrados na porta Sul (Ammaia); Civilização Romana - Dicionário Temático Larousse - 1992
*
Deixámos o leitor, no último artigo, com uma pergunta tão ousada que não conseguiremos responder de uma forma simples e segura.
Falta-nos o trabalho e os conhecimentos do arqueólogo. Mas, apesar de tudo, poderemos tecer algumas considerações sobre a possibilidade de as primeiras habitações de Carreiras não passarem de construções circulares de muros de pedra seca e cobertura vegetal (giestas...) em forma de cone.
Não o fazemos levianamente mas com base nas informações de grandes investigadores portugueses.
Com efeito, na obra intitulada "Construções Primitivas em Portugal" da autoria de Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano e Benjamim Pereira pode ler-se: "... nos primórdios da civilização humana todas as construções ou formas habitacionais não eram mais do que simples abrigos".
E também, a propósito do tipo de construção a que fizemos referência: "... é muito frequente no Alentejo e encontra-se em várias partes da província".
E ainda: "No Distriro de Portalegre toma particular relevo, além de Alpalhão e Cratyo, por toda a Serra de S. Mamede, no concelho de Marvão, perto de Castelo de Vide e sobretudo na povoação de Cabeçudos".
Segundo a mesma fonte existem também em Castro Verde, Amareleja (Moura), Reguengos, Alandroal, Juromenha, Elvas e Santa Eulália.
Poderão dizer-nos que nada prova que os tais "sochas" (e usamos a maneira de dizer da região), especialmente usadas nos nossos dias para abrigar animais, tenham uma origem tão remota.
E é bom que tal seja notado, porque afinal é necessário compreender o evoluir do homem no tempo.
A propósito de Carreiras e das marcas de civilização Romana deixadas nos seus costumes, fixámo-nos nos primeiros séculos antes e depois da nossa era, achando que o "sítio" deveria já ser povoado.
Acontece que antes dos Romanos outros povos estanciaram na nossa região e nela deixaram vestígios, o que nos leva a crer que a povoação terá uma origem ainda mais antiga.
Um desses vestígios, de que falaremos em devido tempo, é de carácter linguístico e aponta para uma zona celtizada.
E quem foram os celtas?
Falaremos deles na próxima semana.
Veiga de Oliveira, Ernesto - Fernando Galhano e Benjamim Pereira - "Construções Primitivas em Portugal", 2ª edição, Publicações D. Quixote, Lisboa, 1988
Estes são os primeiros artigos de Maria Guadalupe Alexandre sobre Carreiras, publicados no bissemanário Fonte Nova, números 1497 (20/10/07), 1499 (27/10/07) e 1505 (17/11/07). Segundo a autora afirma, outros se seguirão. Iremos arquivando o material por aqui, na secção "Documentos".
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Versão de Fortios (concelho de Portalegre). Transcrição de Ruy Ventura.
CANTIGA
Desde 26 de Março
Que outra nova vou contar.
Quando desse dia me lembro,
Minha vida eu cismar.
Adeus gloriosa cidade.
Quando recebi a novidade,
Ninguém me pôde valer.
Disse adeus à minha querida mãe,
Meu pai e irmãos também,
Nunca me hei-de esquecer.
Em Portalegre embarquei,
Momentos a suspirar.
Em Santa Apolónia cheguei,
Perto das bocas do mar.
Um dia triste e chuvoso,
Estava muito desgostoso
Na gloriosa capital.
Entre lágrimas fui deixar
[.....................................]
Metrópole continental.
Assim que no barco entrei
Cercado de dor e mágoa,
Três dias e três noites andei
Vendo apenas céu e água.
No fim de três dias de viagem
Sem ver terra nem ramagem,
Sem ter grandes dissabores,
Terra ao longe avistei
Onde aí desembarquei
No arquipélago dos Açores.
Despedi-me então do barco
Às portas de São Miguel,
Onde abunda o tabaco
E a batata doce como o mel.
Lá os carneirinhos
Trabalham constantemente.
Fazem as vezes coitadinhos
Dos bois do continente.
Vinte centavos é uma sardinha
Na boca daquela gente.
Vejo-me cercado de mar
Para estas terras guardar
Junto de muitos soldados
Cheios de graça e glória,
Defendendo a memória
Dos nossos antepassados.
Batem-se de tal maneira
Do Nuno Álvares Pereira
Os campos de Aljubarrota,
Que há muitos, muitos anos
Defenderam os castelhanos,
Onde sofreram a derrota.
[......................................]
[......................................]
Começou por D. João,
Bravos heróis que havia
[......................................]
Em tempos que já lá vão.
[......................................]
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Versão de Carreiras (concelho de Portalegre), recitada por Ana Fernandes Martins, nascida em 1913 e falecida em 1997. Recolhida por Maria da Liberdade Alegria Bruno em 1985. Transcrição de Ruy Ventura.
Andorinha gloriosa
Tão formosa c'm' à rosa,
Quando Deus quis nascer
Toda a Terra esclareceu.
Veio o anjo São Gabriel
Procurando p'la pastorinha.
- Pastorinha do bom dia!
Já lá vem Santa Maria
Por aquele perro cão
Rezando uma oração
C' o seu livrinho na mão.
Nem pus a mão na cruz,
Nem disse "Amen Jesus".
Mas anda cá Luís Teixeira,
Que serás meu embaixador.
Vás além àquele castelo,
Qu' hás-de ver um mouro perro.
Procura-lhe se é cristão.
Se ele disser que não,
Pega no teu cutelo,
Espeta-le no coração.
Ó cutelo para estimar,
Tem as relicas do perdão
Com que foi aseteado
O mártir São Sabastião.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007

(Ribeira de Nisa, Portalegre)
Vem de longe a presença de eremitas no território dos concelhos de Castelo de Vide, Marvão e Portalegre. Embora as referências documentais mais antigas remontem ao início do século XIV, a presença deste tipo de religiosos pode recuar pelo menos até à época muçulmana, se nos recordarmos do sítio arqueológico existente no ponto mais alto da serra de São Mamede, onde o achado de uma lápide com caracteres árabes levou alguns investigadores a colocar a forte hipótese de aí ter existido um “ribat“ fundado pelo movimento sufi. “Mamede” pode ser, aliás, uma adaptação portuguesa do nome do profeta do Islão. O santo era ainda um dos mais cultuados entre os moçárabes (cristãos arabizados), no período anterior à reconquista. Outros locais, alguns decerto mais tardios, mostram também vestígios de uma vida eremítica intensa, elevando muitos locais dos concelhos supracitados à categoria de “desertos”, tão propícios a uma entrega religiosa radical. A título de exemplo, citemos apenas São Gens, São Miguel e São Paulo (na serra de Castelo de Vide), São Tomé, São Mamede ou São Domingos dos Fortios (em Portalegre).
O mosteiro da Provença de Vale de Flores, situado no sopé da Serra de Frei Álvaro, na actual freguesia da Ribeira de Nisa (Portalegre) não terá nascido, portanto, como fenómeno isolado no seu contexto geográfico e religioso. Terá nascido antes como fruto do espírito de um lugar que, com as suas matas de carvalhos (ainda hoje densas), seria propício ao isolamento contemplativo. Estava, além disso, suficientemente perto das vias de comunicação para permitir a recolha de recursos, através da esmola dos transeuntes
A Provença tem no entanto uma vantagem sobre todos os outros sítios possivelmente ligados a uma vida religiosa eremítica: enquanto os seus irmãos navegam no território das hipóteses, dada a escassez documental e a inexistência de prospecções arqueológicas, toda a sua vida está razoavelmente documentada.

Não sabemos em que época se instalaram no “Vale de Flores” os primeiros eremitas. Quando em 1375 o rei D. Fernando doou a Fernão d’ Álvares Pereira, irmão do Santo Condestável, o “lugar dos proves” (isto é, “dos pobres”, nome pelo qual eram conhecidos os monges dependentes do mosteiro de São Paulo Eremita, na Serra de Ossa) – como recompensa pelos serviços prestados e a prestar por seu pai, frei Álvaro Gonçalves Pereira, prior da Ordem do Hospital –, já a presença dos religiosos é colocada no passado. Não sabemos que utilização deu Fernão Pereira ao território doado, embora pensemos que se lhe deve a construção da “Torre da Vargem”, ainda hoje existente nas proximidades. Falecido em finais de 1384 num ataque frustrado de seu irmão ao castelo de Vila Viçosa, integrado na crise de 1383-85, “Vale de Flores” passa para as mãos de sua mãe, Iria Gonçalves do Carvalhal.
Matriarca de uma família ligada espiritualmente aos “pobres da Serra de Ossa”, Iria decide devolver o lugar aos monges que aí haviam habitado noutros tempos. Em 1385 resolve doá-lo a João Espartim e a Gonçalo da Beira, “da pobre vida”, para aí construírem um eremitério. Nessa altura, a propriedade dividia pelos muros que fizera “Álvaro da Prata [ou de Prates] da vida pobre”, referência que fornece não só provas de uma utilização monacal anterior (isolada, mas aparentemente sem edifício religioso específico), mas também indícios que permitem explicar o topónimo “Frei Álvaro”.
Esta devolução-doação a dois “pobres” vindos dum eremitério em Cabeço de Vide não foi no entanto pacífica. Em 1397 já o mosteiro estava construído. Nessa data, a pedido dos frades, o rei D. João I necessitou no entanto de confirmar a doação de D. Iria Gonçalves, alvo da oposição dos homens-bons do concelho de Portalegre. Tratava-se, afinal, de uma terra reguenga – e, normalmente, só após conflitos mais ou menos intensos os municípios se resignavam à sua passagem para mãos particulares. Terá sido esse o motivo do primeiro abandono dos frades, anterior a 1375? É provável.
Não sanada a demanda, já no início do século XV a mãe de Nuno Álvares Pereira vê-se obrigada a passar nova carta de doação, dessa vez em benefício de frei Simão, pobre da Serra de Ossa, que em 1412 (?), na igreja da Madalena, a apresenta ao juiz de Portalegre, exigindo a sua execução. Desgostados talvez com este conflito e com a má recepção das autoridades municipais, os monges “da pobre vida” abandonaram o local por volta de 1436. (Nada mais conhecemos da vida do mosteiro durante o meio-século de eremitismo paulista. Sabemos apenas que nele morreu e foi sepultado D. João de Castro, bispo português de Tui, após ter tomado hábito na Serra de Ossa e se ter tornado visitador da ordem em 1376, tendo-lhe doado paramentos e alfaias litúrgicas.)
D. Duarte resolveu então doar “Vale de Flores” à Ordem de São Jerónimo de “Perlonga” (Penha Longa, Sintra) para aí edificar uma nova fundação subordinada à sua regra. Seu filho, D. Afonso V, tentando fixá-los, deu-lhes protecção real e coutou-lhes propriedades nas proximidades do mosteiro e, até, em Castelo de Vide. A atitude do rei não foi no entanto suficiente para conservar os jerónimos durante muito tempo, dado que deixaram a propriedade em 1467. O pai de D. João II ainda devolveu a Provença aos pobres de São Paulo da Serra de Ossa, dando-lhe todos os privilégios atribuídos à casa-mãe, mas ainda nesse ano foi restituída pelos frades ao monarca, invocando diversas dificuldades (talvez ligadas à difícil convivência com as autoridades locais).
Em 1500 o mosteiro de Vale de Flores estava despovoado, na posse de um caseiro do convento de São Francisco de Portalegre. Um acordo entre os frades menores e os da pobre vida levou à restituição da propriedade aos paulistas que, segundo tudo indica, não a terão voltado a habitar. É nessa época que entra na história da Provença o bispo da Guarda, D. Jorge de Melo. Segundo conta o Tratado da Cidade de Portalegre (1619), querendo edificar nessa região um convento de freiras cistercienses, terá pensado em construí-lo nesse local. De acordo com as informações recolhidas pelo padre Diogo Pereira Sotto Maior, adquiriu a propriedade, que “pertencia à igreja”, a quem a possuía (os frades da Serra de Ossa). Apesar de entretanto ter decidido levantar o mosteiro de Nossa Senhora da Conceição no sítio da Fontedeira, em Portalegre, fez na “província de Sam Brás”, “quinta sua”, “grandes edifícios” e uma “igreja de novo”. Os imóveis estavam contudo “quasi arruinad[os]” na segunda década do século XVII (cf. Sotto Maior, 1984: 111-112).
A igreja assim permaneceu até aos nossos dias, bem como parte da cerca monástica. A casa de habitação e arrumos anexos mantiveram-se de pé e foram sendo utilizados pelos rendeiros dos sucessivos proprietários. Recentemente, a propriedade foi adquirida pelo engenheiro João Guerra Pinto, que a restaurou e ampliou (com grande respeito pelo património aí remanescente), tranformando-a numa unidade de turismo rural.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Versão de Portalegre/Arronches, recitada por Jacinta Garção Cleto, nascida em 1910. Recolhida e transcrita por Nicolau Saião cerca de 1976.
Belo Palácio da Ajuda
palácio de grande altura
casa cheia tem fartura
não sou só eu que o digo
corre a galinha ao trigo
e a fama é dos pardais
albardas sem atafais
e selas sem terem estribos
na praça se vendem figos
p’ra contentar os rapazes
no mar andam alcatrazes
também lá andam gaivotas
menina das pernas tortas
todos lhe chamam canejos
vão-se as sezões com os desejos
e as feridas com unguento
mói o moinho de vento
e tece a teia a aranha
esta cantiga é tamanha
não tem princípio nem fim
um raminho de alecrim
que se dá aos namorados
as armas são pr’ós soldados
também são pr’ós caçadores
triste de quem tem amores
bem ligeiro tem de andar
a gaita é para tocar
o pente é para a cabeça
menina não endoideça
que se pode dar por feliz
tem um tamanho nariz
que lhe chega até ao seio
que tem mais de palmo e meio
criado com tanto vigor
que muita gente lho tem gabado
pr’á bigorna dum ferrador.
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- Lenda de Nossa Senhora da Alegria (Alegrete)
- Lenda de Nossa Senhora da Penha (Castelo de Vide)
- Lenda de Nossa Senhora da Penha (Portalegre)
- Lenda de Nossa Senhora dos Prazeres (Castelo de Vide)
- Lenda do ataque dos mouros a Marvão
- Lenda do castelo de Carreiras (Portalegre)
- Lenda do Mártir Santo (Fortios)
- Lenda do poço sem fundo do castelo de Marvão
- Lenda do Porto da Espada (Marvão)
- Lenda do rio Sever
- Lenda do tesouro da Serra de São Mamede
- Lendas
- Lendas da fundação de Carreiras (Portalegre)
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- Maria do Carmo Alexandre
- Maria Guadalupe Alexandre
- Maria João Cruz
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- Mosteiro de Santo António (Monte dos Cidrais - Portalegre)
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- Museu Municipal de Portalegre
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- Vigia (Carreiras - Portalegre)
- Virgem com Menino
- Vítor Serrão
- Vocabulário
- Vocabulário da freguesia de Carreiras (Portalegre)
Fotografias
Património Religioso
- Alminhas da Outra Rua (Carreiras, Portalegre)
- Capela de Nossa Senhora das Dores (Reguengo, Portalegre)
- Capela de Nossa Senhora de Belém (Covas de Belém, Portalegre)
- Capela de São Bento (Quinta de São Bento, Ribeira de Nisa, Portalegre)
- Capela ou oratório de Nossa Senhora das Calçadas (Monte de Santo António, Portalegre)
- Capelas de São Bento e do Senhor da Forca (Portalegre)
- Convento de Santa Clara (Portalegre)
- Cruzeiros (fotografias)
- Igreja de S. João Baptista (Alegrete)
- Igreja de S. Tomé (Monte da Penha, Portalegre)
- Igreja de Sant' Iago Menor (Santiago de Caiola, Portalegre)
- Igreja de Santa Maria ou de Santa Ana (Alegrete)
- Igreja de Santo André (Portalegre)
- Igreja de Sta. Maria a Grande (Portalegre)
- Igreja de Sta. Maria Madalena (Portalegre)
- Igreja de São Bartolomeu (Portalegre)
- Igreja de São Lourencinho (Portalegre)
- Igreja de São Mateus (Portalegre)
- Igreja de São Paulo (Serra de São Paulo, Castelo de Vide)
- Igreja de São Pedro (Alegrete)
- Igreja de São Sebastião (Carreiras, Portalegre)
- Igreja e convento de Sta. Clara (Portalegre)
- Mosteiro da Provença de Vale de Flores (Ribeira de Nisa)
- Mosteiro de São Mamede (Reguengo, Portalegre)
- O Menino Jesus das Carreiras
- Património religioso do concelho de Portalegre (inventário)
- Pintura mural (fotografias)
- Pinturas murais da Matriz de Arronches (artigo de Patrícia Monteiro e Maria João Cruz)
- Retábulos (fotografias)
- Santo António na região de Portalegre
Património Militar
Património Civil
- Chaminés tradicionais (Carreiras, Portalegre)
- Habitação na Outra Rua (Carreiras, Portalegre)
- Habitação tradicional da Serra de São Mamede
- Habitação tradicional em Calçadinha (Carreiras, Portalegre)
- Habitação tradicional em Pomares (Carreiras, Portalegre)
- Herdade de João Martins (Carreiras, Portalegre)
- Monte da Gente (Carreiras, Portalegre)
- Torres senhoriais da freguesia de Carreiras (Portalegre)
Cancioneiro
Lendas e outras narrativas
- Lenda da construção do castelo de Marvão
- Lenda da Cova da Moura (Porto da Espada, Marvão)
- Lenda da Escusa (Marvão)
- Lenda da Fonte do Capitão (Ribeira de Nisa)
- Lenda da Fonte do Martinho (Castelo de Vide)
- Lenda da Fonte dos Cães (Castelo de Vide)
- Lenda da fundação de Carreiras
- Lenda da fundação de Portalegre
- Lenda da herdade da Cabaça (Portalegre)
- Lenda da igreja de São Sebastião (Carreiras)
- Lenda da imagem de Nossa Senhora da Estrela (Marvão)
- Lenda da imagem de S. Pedro (Alegrete)
- Lenda da imagem do Mártir Santo (Carreiras)
- Lenda da Maia (Portalegre)
- Lenda da Moura do Reguengo
- Lenda da moura dos Fortios
- Lenda da Pedra da Moura (Caia, Urra)
- Lenda da ponte da Portagem (Marvão)
- Lenda da serra da Penha (Portalegre)
- Lenda da Serra de Frei Álvaro
- Lenda da Serra de Matamores (Fortios)
- Lenda das santas da Aramenha (Marvão)
- Lenda de Marvão
- Lenda de Nossa Senhora da Alegria (Alegrete)
- Lenda de Nossa Senhora da Penha (Castelo de Vide)
- Lenda de Nossa Senhora da Penha (Portalegre)
- Lenda do ataque dos mouros a Marvão
- Lenda do castelo de Carreiras (Portalegre)
- Lenda do Mártir Santo (Fortios)
- Lenda do Porto da Espada (Marvão)
- Lenda do poço sem fundo do castelo de Marvão
- Lenda do rio Sever
- Lenda do tesouro da igreja de São Domingos (Fortios)
- Lenda do tesouro da Serra de São Mamede
- Lendas da Provença (Ribeira de Nisa)
Orações e outros textos religiosos
Romanceiro Tradicional
Romanceiro Religioso
Romanceiro Vulgar
- A sala do meu recreio
- Despique entre dois pretendentes
- Despique entre marido e mulher (1)
- Despique entre marido e mulher (2)
- Diálogo entre dois jovens na colha da azeitona
- Joaninha e o estudante
- Jovem enganada pelo namorado suicida-se ("A costureira")
- Jovem espera pelo namorado que morreu na guerra
- Jovem parte para a tropa nos Açores
- Jovem põe namorada à prova
- Jovem seduzida convence namorado a casar
- Jovem seduzida é desprezada pelo pretendente
- João Silva da Costa
- Juramento amoroso
- Maria Fernandes Pereira
- Mariquinhas
- O patrão e a criada
- Soldado esquecido pela noiva expõe-se à morte na batalha
- Vida de soldado
Toponímia e outros vocábulos
O Norte Alentejano na Literatura
Outros patrimónios materiais
Documentos
- Carreiras (Portalegre), alguns topónimos
- Carreiras (Portalegre), outros topónimos
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (1)
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (2)
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (3)
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (4)
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (5)
- Carreiras (Portalegre), segundo Maria Guadalupe (6)
- Censos 2011 (Portalegre)
- Da realidade quotidiana (Avelino Bento / Nicolau Saião)
- Fanal, memória dum suplemento cultural no Alentejo
- História da freguesia de São Simão da Serra (Nisa) (J. D. Murta)
- Ibn Maruán (on line)
- Igreja da Senhora da Penha (Castelo de Vide) (Tarsício Alves)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (1)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (2)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (3)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (4)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (5)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (6)
- Memórias paroquiais de Castelo de vide (7)
- Memórias paroquiais de Castelo de Vide (8)
- Normas para a defesa do património diocesano
- Portalegre vista por D. Antonino Dias
- Primeira República em Carreiras (Portalegre)
- Raízes indoeuropeias
- Raízes semitas
- Sobre a Ordem Terceira da Penitência de Portalegre (artigo de Fernando Correia Pina)
- Sobre as lendas religiosas (in INVENIRE nº 2, 2011)
- Sobre as origens de Santo António das Areias (Jorge de Oliveira)
- Sobre o hidrónimo "Xévora"
- Sobre o topónimo "Ammaia"
- Sobre o topónimo "Carreiras" (Maria Guadalupe Alexandre)
- Sobre o topónimo "Larou"
- Sobre os nomes "Urraca" e "Urra"
- Toponímia moçárabe
- Topónimos derivados de "burj"
- Topónimos derivados de AGER ou AGGER
- Topónimos derivados de KAR
Opiniões
- A arquitectura e o seu uso
- Aclarar a memória [s/ livro de Bonifácio Bernardo]
- Humilhar José Duro, exaltar D. João III
- Portalegre, alguns exemplos
- Ressurreição? [s/ nº 15 d' A Cidade]
- Um amigo e uma exposição [s/ pintura de João Salvador Martins]
- Um comércio moribundo
- Um exemplo discreto [s/ João Ribeirinho Leal]
- Um livro humilde e rigoroso [s/ livro de Rosário Salema de Carvalho]
Outras páginas de Ruy Ventura:
CARTA ABERTA A JOÃO MIGUEL TAVARES Caro João Miguel, Tomo a liberdade de tratar-te por tu. Somos afinal conterrâneos, apesar de ...
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Lenda da Serra da Penha (Portalegre) 1 Versão de Portalegre, recolhida (em 1984) e publicada por Maria Tavares Transmontano (1997) – ...
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Angelina gloriosa 1 Versão de Carreiras (Portalegre), recitada por Ana Fernandes Martins (1913-1997) e recolhida por Maria da Liberda...
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VOCABULÁRIO USADO NA FREGUESIA DE CARREIRAS (Serra de São Mamede, Alentejo) Tenho consciência de que ao publicar este vocabulário estou ...