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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Santo Isidro
(barro policromado e dourado, séc. XVIII)

São Sebastião
(madeira policromada, sécs. XVI/XVII?)

São Sebastião
(madeira policromada e dourada, séc. XVI - proveniência desconhecida, tendo integrado o património paroquial na década de 1930.)


Carreiras (Portalegre):
imaginária existente na igreja paroquial (devidamente inventariada) (3)

(Fotos de RV.)
São Joaquim
(madeira policromada, sécs. XVI/XVII - proveniente de uma doação efectuada em finais do século XIX)

Sant' Ana e a Virgem
(barro policromado, 1774)

Nossa Senhora do Rosário
(madeira policromada, séc. XVIII?)

Menino Deus
(madeira policromada, séc. XVIII?)

São João Baptista
(madeira policromada e dourada, séc. XVI)

Carreiras (Portalegre):
imaginária existente na igreja paroquial (devidamente inventariada) (2)

(Fotos de RV.)
São Bento de Núrsia
(madeira estofada e policromada, séc. XVII? - proveniência desconhecida, tendo integrado o património paroquial já na primeira metade do século XX.)

São Francisco de Assis
(madeira policromada, 1ª. metade do século XVIII)

Santo António de Lisboa
(madeira policromada, sécs. XVI/XVIII - proveniente da igreja do convento de Santo António de Portalegre, tendo integrado o património paroquial em 1878.)

Santo António de Lisboa
(madeira policromada, sécs. XVI/XVII)

Carreiras (Portalegre):
imaginária existente na igreja paroquial (1)
(devidamente inventariada).

(Fotos de RV.)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011




Portalegre:
interior da igreja jesuíta de São Sebastião
(hoje centro de congressos da Câmara Municipal),
um projecto de Mateus do Couto (último quartel do século XVII
e não 1605, como por aí se afirma...)
renovado recentemente por Sequeira Mendes.

(Fotos de RV, 2010)




Portalegre, igreja de São Sebastião (do colégio da Companhia de Jesus, hoje Câmara Municipal):
pinturas murais sobre o arco da capela-mor, com anjos segurando os atributos do padroeiro.
(Finais do século XVII.)

(Fotos de RV)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fachada da habitação medieval / quinhentista

Moldura quinhentista da porta da habitação, com esquinas chanfradas

"Alminhas" esculpidas no reboco

Outra Rua, Carreiras (Portalegre):
habitação medieval / quinhentista
com cruzeiro ("alminhas") em massa

(fotos de RV)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010





Capela do mosteiro de Santo António de Portalegre
(com entrada pela galilé do edifício):
figuras em barro cozido representando a morte de Santo António e alguns milagres seus.

(Monte dos Cidrais, Portalegre - c. 2003)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

PATRIMÓNIO RELIGIOSO
DO CONCELHO DE PORTALEGRE
(Inventário de existências e inexistências)



PORTALEGRE(Freguesias de São Lourenço e Sé)

- Bernardas, cruzeiro do convento das
- Bernardas, oratório / passo do convento das (**)
- Calvário, cruzeiro do
- Calvário, igreja do
- Cemitério, cruzeiro do
- Corro, cruzeiro do (***)
- Espírito Santo, igreja do (**)
- Estrada de Santana, oratório / alminhas da
- Hospital, capela do
- Imaculado Coração de Maria, igreja e seminário do
- Largo da Sé, oratório / passo do (**)
- Largo de Santo Agostinho, oratório (**)
- Nossa Senhora da Assunção (Sé Catedral), igreja de
- Nossa Senhora da Conceição ou das Bernardas, igreja e convento de (**)
- Nossa Senhora da Penha (Penha de São Tomé), igreja de
- Nossa Senhora das Calçadas (Monte de Santo António), capela ou oratório de (**)
- Nossa Senhora de Belém (Covas de Belém), capela de
- Nossa Senhora do Socorro (Herdade da Cabaça), capela de
- Penha de São Tomé, cruzeiro do
- Quinta da Laje, capela da (**)
- Rossio, oratório / passo do
- Rua de Santo André, alminhas da
- Rua do Bargado, oratório da
- Santa Ana, igreja de
- Santa Clara, igreja e convento de (**)
- Santa Maria a Grande ou dos Agostinhos, igreja e convento de (**)
- Santa Maria do Castelo, igreja de (*)
- Santa Maria Madalena, igreja de (*)
- Santo André, igreja de (*)
- Santo António (Assentos), igreja de
- Santo António, igreja e mosteiro de (**)
- Sant’ Iago Maior, igreja de
- São Bartolomeu, igreja de (*)
- São Bento, capela de (*)
- São Brás, igreja “nova” de (*)
- São Brás, igreja “velha” de (**)
- São Cristóvão (Atalaião), igreja de
- São Francisco, igreja e convento de (**)
- São João Baptista ou Misericórdia, igreja de (**)
- São Lourencinho ou São Lourenço do Picoto, igreja de (*)
- São Lourenço, igreja de
- São Mateus, igreja de (**)
- São Martinho, igreja de (*)
- São Pedro, igreja de (**)
- São Sebastião, igreja e colégio de (**)
- São Tomé (Penha de São Tomé), igreja de (***)
- São Vicente, igreja de (*)
- Senhor Jesus da Forca (Ribeiro de Baco), capela do (*)
- Senhor Jesus do Bonfim, cruzeiro da igreja do
- Senhor Jesus do Bonfim, igreja do


ALAGOA
(São Miguel Arcanjo)

- São Miguel, igreja de



ALEGRETE
(São João Baptista)

- Calvário, igreja do (**)
- Espírito Santo, igreja do (**)
- Misericórdia, igreja da
- Nossa Senhora da Lapa (Besteiros), igreja de
- Nossa Senhora de Fátima (Vale de Cavalos), igreja de
- Santa Maria ou Santa Ana, igreja de (*)
- São João Baptista, igreja de
- São Pedro, igreja de (***)



CARREIRAS
(São Sebastião)

- Almas, cruzeiro das
- Alminhas da Rua da Outra Rua (***)
- Alminhas, oratório das
- Barroca, cruzeiro da (*)
- São Sebastião, igreja de



FORTIOS
(São Domingos de Gusmão)

- Santa Clara, capela de (**)
- Santa Maria Madalena (Herdade da Madalena), igreja de (***)
- Santa Marta (Mata), igreja de (*)
- São Domingos, igreja de (***)
- São João Baptista (Herdade da Almojanda), capela de
- São Miguel (Quinta do Carvalhal), capela de (**)
- São Sebastião, igreja de
- Senhor Jesus dos Aflitos (Herdade da Pelica), igreja do



REGUENGO
(São Gregório Magno)

- Jesus, Maria, José ou de São Jorge (Quinta de Campos), capela de
- Nossa Senhora das Dores (Quinta da Lameira), capela de
- Quinta dos Cantarinhos, capela da (**)
- São Gregório Magno, igreja de
- São Mamede (Serra de São Mamede), igreja e mosteiro de (**)



RIBEIRA DE NISA
(Nossa Senhora da Esperança)
- Nossa Senhora da Esperança, cruzeiro da igreja de
- Nossa Senhora da Esperança ou de Santo António, igreja e mosteiro de
- Nossa Senhora de Fátima (Vargem), igreja de
- São Bento (Quinta de São Bento), capela de
- São Brás (Provença), igreja e mosteiro de (***)



SÃO JULIÃO
(São Julião de Toledo)

- Santo António (Monte Francisco), igreja de
- São Julião de Toledo (Igreja), igreja de



URRA
(São Tiago Alfeu ou Menor)

- Monte dos Apóstolos, cruzeiro do (***)
- Sant’ Iago Menor, cruzeiro da igreja de
- Sant’ Iago Menor (Sant’ Iago de Caiola), igreja de
- São Tomé (Abrunheira), igreja de (*)


(*) Monumento desaparecido.
(**) Monumento profanado e/ou com utilização não-religiosa.
(***) Monumento arruinado.

Igreja de Santa Maria ou de Santa Ana
(Alegrete)


Quanto no ano de 1725 o doutor João de Sequeira Sousa, juiz de fora de Arronches, se dirigiu a Alegrete para proceder à medição do local onde existira a igreja de Santa Ana, já nada se conseguia vislumbrar deste antigo templo. Ainda assim, a memória serviu de auxiliar: “fomos ao Sitio que hoje se chama de Santa Anna junto á muralha do Castello da parte de fora da parte de Santa Maria por sima da Igreja de São Pedro para effeyto de demarcar o terreno da Igreja que tinha sido da Senhora Santa Anna e por se não descubrir a largura, nem o cumprimento, mas somente se verificar que naquele sitio tinha sido por assim o depor o Sargento mor Gregorio Mergulhão, e os louvados afirmarem o ouvirem dizer geralmente mandou o dito Juis de fora, e tombo firmar hum marco com quatro testemunhas para a todo o tempo constar”.
Este extracto do Tombo dos bens da Capella de Santa Anna, guardado no Arquivo Distrital de Portalegre, prova-nos que a igreja já não existia no primeiro quartel do século XVIII. Aponta ainda uma localização precisa para o monumento desaparecido: junto à Porta de Santa Maria, encostado às muralhas, sobre a igreja de São Pedro.
A invocação de Santa Ana, mãe da Virgem Maria, é no entanto tardia na história deste templo, aparecendo unicamente a partir da década de 70 do século XVII. Antes dessa data, a igreja era de Santa Maria ou de Nossa Senhora, dando origem inclusivamente à designação toponímica de uma das portas das muralhas de Alegrete. Teve origem numa capela (legado pio) instituída por Vasco Anes e outros benfeitores, colocada sob a protecção da Virgem. Dotada com vastas propriedades no concelho de Alegrete e noutros limítrofes, era administrada pela Câmara da vila, à qual pertencia “a nomeação e elleyção de administrador, e capellão, Cuja elleyção sua Magestade constuma confirmar plo seu Dezembargo do Passo”.
Desconhecemos a data desta instituição. A situação não era diferente da que existia no início do século XVIII: “por ser muyto antiguissima não há notiçia della, tendose feyto exactas deligençias tanto nos Cartorios desta Vila, Como no desta Provedoria [de Portalegre]”. Deveria remontar, contudo, à Idade Média, tendo em conta que já existia na segunda metade do século XV.
O primeiro documento em que claramente se menciona a igreja de Santa Maria data de 1477. Nesse ano, a 5 de Maio, uma carta dada em Évora em nome de D. Afonso V, mas assinada pelo futuro D. João II, então príncipe regente, nomeia Lopo Vaz de Camões (um descendente de Vasco Pires de Camões, alcaide-mor de Portalegre? um ascendente do poeta autor d’ Os Lusíadas?) “em toda a Sua vida por Provedor da capella de Sancta Maria de Alegrete, e todolos bens que a ella pertencem”. Na mesma carta, este fidalgo (“cavaleyro de nossa caza”) é autorizado a “arendar, e desarrendar, aforar, e desaforar, e fazer dos bens da dita Capella todo o que Sentir que he bem, e proveyto della”, mas com uma condição: “que o dito Lopo váas Levante a Igreja, e ponha em ella cálix, e vestimenta, e todalas outras couzas que á dita Capella cumprirem”. E ainda com a obrigação de mandar dizer “cada Sabádo em cada huma Semana huma missa, e mais todas as festas principaes de Santa Maria polas almas dos defuntos que os ditos bens Leyxarão à dita Capella”. O documento coloca-nos uma dúvida em relação à origem da igreja. D. Afonso V obriga Lopo Vaz de Camões a “levantar” o templo. Não sabemos no entanto se o verbo aponta para um construção nova, de raiz, ou para uma reconstrução. Colocamos no entanto a hipótese de uma existência anterior: em primeiro lugar porque o legado pio (anterior a 1477) necessitaria de um espaço específico para o cumprimento das obrigações religiosas a ele vinculadas; em segundo porque a invocação de “Santa Maria” é tipicamente medieval, muito anterior a uma data tão avançada quanto o último quartel de quatrocentos. Seja como for, parece-nos claro que após o diploma do rei Africano foi edificado um novo templo, devidamente equipado pelo provedor da capela nas suas necessidades materiais.
No primeiro quartel do século XVII a igreja de Santa Maria era descrita da seguinte forma: “Tem a dita capella a Irmida extramuros da dita villa de Alegrete á porta de Sancta Maria que tomou o nome desta mesma Irmida, a qual he huma Irmida de uma só nave”. Nessa data, nela celebrava missa quotidiana o capelão, havendo festa solene no dia de Santa Ana. Talvez por essa razão a invocação primitiva foi sendo substituída, ao ponto de só a mãe de Maria ser recordada a partir do século XVIII.
Este templo de Alegrete sofreu no entanto várias vicissitudes. Numa inquirição realizada a 23 de Dezembro de 1672, Manuel Soilheiro, sargento-mor da vila, com 61 anos, afirmava: “nesta villa extramuros havia huma Igreja, e se chamava a de Sancta Anna, a qual Igreja se derribou por cauza das guerras”. A guerra seria então a da Restauração. E é natural que uma igreja encostada às muralhas, junto de uma das suas portas, fosse atacada pelo inimigo – ou demolida pelos alegretenses, para não facilitar a entrada das forças opositoras no espaço muralhado. Noutra inquirição, realizada em 1712, Pedro Moreira (com 70 anos de idade) recordava no entanto “que o Capellão Manoel Rodrigues Reedificou a dita capella, de abobada a Igreja e huma sanchristia”.
A sorte da antiga igreja de Santa Maria não foi, no entanto, duradoura. Durante a Guerra da Sucessão de Espanha (1704-1713) o edifício foi demolido por razões de segurança: “por estar contigua ao castello […] se mandou derribar quando o inimigo na guerra passada prizidiou a praça de Arronches”. Não mais foi reconstruído.
O seu recheio foi então transferido para a igreja de São João Baptista, matriz de Alegrete. Aí, provisoriamente, continuaram a ser cumpridas as disposições dos instituidores da capela, mais precisamente no altar onde fora colocada a imagem de Santa Ana. Poucos anos depois, a escultura foi transferida para a igreja do Espírito Santo, onde passou a ser venerada em capela própria, dotada de sacristia particular, com entrada independente pela rua Direita da vila.
Com a implantação da República e profanação do templo onde se encontrava a imagem da avó de Jesus Cristo, esta regressou à matriz de Alegrete, local onde foi observada e fotografada por Luís Keil no início dos anos 40 do século XX (cf. Keil, 1943: 150). Em 1955 foi exposta ao público no Seminário Diocesano de Portalegre, no âmbito da mostra de Arte Sacra aí realizada aquando da inauguração desse edifício. Lamentavelmente, as autoridades eclesiásticas não mais a fizeram regressar à localidade para onde fora adquirida ou mandada esculpir, provavelmente por Lopo Vaz de Camões. Esteve ainda presente na exposição comemorativa do 450 da Diocese de Portalegre, realizada no ano 2000, não mencionando estranhamente o catálogo (organizado pelo padre José Patrão) a sua proveniência.
Esta peça do século XV é o último documento artístico proveniente da antiga igreja de Santa Maria de Alegrete: uma escultura gótica em pedra de ançã, policromada, com 76 centímetros, representando as Santas Mães (ver foto).



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